Yves Saint Laurent foi um dos nomes mais importantes da alta-costura do século XX. Em mais de 40 anos de carreira, criou mais de 70 coleções de alta-costura. Seu legado é tão poderoso, que ele lidera com folga o ranking de celebridades que mais faturaram após a morte. Em 1983, tornou-se o primeiro designer de moda vivo a ser honrado com uma exposição de seu trabalho no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. Em 2001, recebeu das mãos do presidente da França a Legião de Honra (Ordre National de la Légion d’Honneur), no grau de Comandante.
Nascido na Argélia, Saint Laurent tinha 13 anos quando assistiu à peça Escola de Mulheres, de Molière, e encantou-se com os figurinos de Christian Bérard. Aos 17, já trabalhava na maison Christian Dior e, aos 19, passou a assistir o titular da grife. Em 1957, quando Dior morreu, Yves Saint Laurent assumiu a criação da marca e lançou um de seus maiores sucessos, a coleção Trapézio – com vestidos de ombros estreitos, corpete semiajustado e saia evasê.

Saint Laurent (1936-2008) e um look da Coleção Trapézio
Em 1961, o estilista resolveu voar sozinho e abriu, com Pierre Bergé – seu amigo, sócio e companheiro –, a YSL, sua marca própria, com sede em Paris. Sua primeira coleção solo, apresentada no ano seguinte, conquistou a crítica: tailleurs, cabans e camisas soltas rompiam o padrão de frufrus e musselines, até então em voga na alta-costura. A partir daí, ele seria conhecido como Príncipe da Moda.
Sua mais célebre criação foi o chamado “Le Smoking”, uma versão feminina do conhecido traje a rigor para homens. Versões femininas de clássicos masculinos, aliás, tornaram-se uma característica do estilo de Saint Laurent, principalmente no início de sua carreira.

À esquerda, “Le Smoking”. Ao centro, Veruschka von Lehndorff com peça da Coleção África.
À direita, vestido da homenagem feita a Mondrian, reproduzindo suas pinturas (1965)
“Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas na época a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel. O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter um outro papel”, afirmou Suzy Menkes, editora do International Herald Tribune.
Segundo Bergé, Yves sofria de depressão, o que – especula-se – pode tê-lo conduzido ao abuso de álcool e drogas. Foi Bergé quem deu a notícia de sua morte, em 1º de junho de 2008, aos 71 anos. A causa não foi informada.

Croquis revelam gosto por culturas diversas: da África ao Oriente, passando pelo leste europeu.
À direita, foto da Coleção África (1967), um dos maiores sucesso de Saint Laurent
Fontes: Uol Educação, ModaSpot, Folha
Fotos: Reprodução